Era manhã
Foi naquela Alameda que vi um homem, muito bem trajado; usava um terno de grande fineza, com seus sapatos perfeitamente engraxados. Tinha um relógio de bolso prateado em sua mão esquerda. Seu rosto era de um homem de uns 40 anos, e seus olhos tinham um brilho especial, como o de uma estrela solitária que brilha nos céus noturnos.
Mais na frente, do lado oposto da Alameda, havia outro homem. Este também estava bem vestido e portava uma maleta, destas de executivo. Nela havia cartas. Porém, este homem tinha algo de estranho: Ele estava
Os dois homens desta história começam a andar, um ao encontro do outro. Caminham em passos lentos, e se encontram no meio da Alameda. Um olha para o outro, e ambos estendem as mãos, em um gesto de cumprimento. Eles se saudam com um aperto de mão firme e amigável, enquanto os seus olhares se cruzam. Ficam nesta cena por alguns instantes, quando decidem continuam os seus caminhos. Eles se dão as costas, e cada um caminha para um lado. Distanciam-se um do outro, e partem então.
Porém, o homem em chamas não continua; ele pára no meio do seu trajeto, e por fim se transforma
E quanto ao outro homem, o homem com o relógio nas mãos? Ele continuou a andar, não olhou para trás em nenhum momento. Continuou a andar, sempre em frente...
domingo, 17 de agosto de 2008
Heróis e Fantasmas
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2 comentários:
Li e ainda não sei o que pensar sobre... mas, queria deixar minha marquinha! Beijos Loki
Existe algo sobre o homem que incendeia e que é contrario ao normal. Consenso entre estranhos e normais é uma forma utópica de ver as coisas. Se isso existir uma das partes fez algum sacrifício (imenso) para manter e estabilizar tal relação.
Se existe algo de bom é aquilo que queima e não deixa marca, o normal é só normal, seu auge é manter o equilíbrio para que o “estranho” não se consuma. Talvez isso o torne essencial, porém não reconhecido. O que move alguém incandescente é forte o suficiente pra manter a chama acesa e levá-lo adiante seguindo seu caminho em chamas. Mas se não alcançar um equilíbrio entre o que o incendeia e o seu limite sua vida pode ser consumida por um sentimento intenso, porém sem propósito. O que o levaria a uma existência sem sentido e sem qualquer valor, seria reconhecido somente como um “freak”. O consenso, ainda que utópico, é necessário. Talvez a falta de utopia para alguns sentidos tenha feito o mundo decair de tal forma como o vemos hoje. As poucas utopias que existiram formaram o contrapeso que, ainda que desigual, mantém o mundo com um pouco de “vida”. Uma clara é o Cristianismo real. O pouco que tenta se manter dele já é o bastante para pesar a balança.
Talvez não tenha nada a ver com o que está escrito, mas quem disse que meu comentário tem que ser sobre o que você diz e não sobre o que eu vejo? rsrs
Eu vi algo diferente e comentei a respeito, podes fazer o mesmo?
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