quinta-feira, 26 de março de 2009

Ecos

Ouço o radar, emitindo o sonar pela vastidão do mar. Lá em cima, os albatrozes se mantém imóveis no ar, enquanto nas profundezas do mar, naquele labirinto de corais, um eco de um sentimento viajava magicamente pela água.
E não havia ninguém para me mostrar a terra firme. Ninguém sabe aonde nem a razão, mas algo se agitou, tentou e começou a subir em direção a luz.
Estranhos passam na rua, dois olhares se encontram acidentalmente. Eu sou você e o que vejo sou eu. Te pego pelas mãos e te conduzo a um campo vasto, ajude-me a entender melhor que eu puder.
E ninguém nos chama para seguir adiante, e ninguém nos obriga a fechar os olhos. Ninguém fala e ninguém experimenta, ninguém voa ao redor do sol.
Porém, todos os dias você aparece em meus olhos atentos, Me convidando e incitando a subir. E através da janela da parede entram agitados raios de luz do sol, milhares de brilhantes anunciadores da manhã. E ninguém me canta uma canção, e ninguém me faz fechar os meus olhos. Então escancaro a janela e lhe chamo pelo céu, porém só escuto um eco.